sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Labirinto do Fauno (Pan´s Labyrinth)

Hoje em dia, cada natal tem o seu filme fantástico lançado na época, nenhum, claro está, da qualidade de o senhor dos anéis. Surge então, El Laberinto del Fauno filme realizado por Guillermo Del Toro. Estreou-se, por grande vergonha nossa, muitos meses após ter estreado em países como França, Espanha e Estados Unidos.

A premissa situa-nos em Espanha no final da segunda grande guerra. Teoricamente, a Guerra Civil já terminou há cinco anos, mas um pequeno grupo de rebeldes continua a lutar, no norte montanhoso de Navarra. Ofélia, uma rapariga sonhadora com 10 anos, muda-se para Navarra com a sua mãe, grávida e frágil, para morarem com o padrasto, o Capitão Vidal, um oficial fascista que tem como missão eliminar os rebeldes do território.

Aqui o filme segue um percurso curioso, podemos delimitar o filme em várias fases, cada fase vai variando entre a parte fantástica e a parte real do filme. A parte real, dura e cruel da vida na região e o mal que o “Capitão” encarna. Ofélia é uma rapariga que adora contos de fadas e nas suas deambulações pela propriedade descobre um grandioso labirinto a desmoronar-se atrás da quinta. No centro do labirinto ela conhece Pan, um velho fauno, personagem mitológica meio-homem meio-veado, que diz saber a verdadeira identidade e o destino secreto de Ofélia. Segundo ele, ela é uma princesa, a filha desaparecida do Rei das Fadas. Após as revelações, seguem-se as 3 provas que Ofélia tem de cumprir para regressar ao seu mundo, o mundo das fadas.

Mas a questão surge logo, estará Ofélia a imaginar? Será ela mesmo uma princesa do mundo das fadas? O realizador nunca assume uma ou outra façanha. Para nós, Pan e o seu mundo são criações de uma criança que procura refugio da cruel realidade que a circunda, uma rapariga que perdeu o seu lugar quando a mãe fica doente, dado que o seu pai já morreu e a mãe e a sua única ligação ao mundo. Se deste ponto de visto o filme parece uma fábula, o combate entre as forças fascistas e os rebeldes é violento, real. O filme é tão rico na criação do mundo fantástico como do mundo real, é nos trazido um mundo onde existe tortura, medo, morte. Os rebeldes agarram-se aos seus ideáis de liberdade e os súbditos do capitão Vidal temem-no. Vivem todos numa situação de medo.

O filme ganha pela fascinante criação do mundo de Ofélia e pelas espectaculares interpretações de Ivana Baquero (Ófelia) e Sergi Lopez López. Del Toro afirma-se assim como grande criador de cenários do fantástico e contador de histórias, apresentando-nos uma obra-prima imperdível para qualquer amante da 7ª arte, quer goste do género ou não.

Este é um filme com o poder de converter qualquer céptico, ao género!

Crítica redigida, corrigida e publicada em conjunto por:
Rita Gomes, Lagos

Tiago Dinis, Lagos.

P.S.: Aguardámos comentários J, kizz all.





4 comentários:

Mafyosa disse...

Parece-me um filme interessante, embora não seja o meu tipo. Crítica bem feita. Nunca o vi, mas também... raramente vejo filmes.
Acho bem criarem blogues que tenham em vista a cultura, e não a exibição barata de fotografias.

luis miguel disse...

Uma critica bem redigida que atrai os leitores a verem o filme e um blog dedicado a cinema uma coisa que mta gente gosta em vz d mostrarem fotos d chungaria semi nua portuguesa gostei mto parabns

Anônimo disse...

Olha deram-me vontade de ver o filme! E até acho que o tenho em casa!
Logo te digo (Tiago) o que achei do filme.


Rita Ribeiro

Anônimo disse...

Gosto muito da maneira como falam do filme: mostram que gostaram e transmitem isso para quem lê. Pessoalmente, gostei muito da crítica e fiquei com vontade de ver o filme.

Parabens pelo Blog e espero que continuem!

Kizz, Gomes (e Tiago)

Mariana