sábado, 5 de janeiro de 2008

Sunshine


“Danny Boyle” depois de filmes como os aclamados «Trainspotting» e «28 dias Depois» e também o filme «A Praia» com o Leonardo DiCaprio traz-nos o seu primeiro filme de Sci-fi puro. O resultado divide a critica e a audiência, para uns genialmente elaborado, para outros o pior filme de Boyle até à data.

Foi o que aconteceu conosco, daí que esta crítica se divida em duas,

Este é um filme de ficção científica realizado por Danny Boyle e escrito por Alex Garland. O filme situa-nos num futuro em que o sol vai acabar em que a única esperança da Humanidade reside numa equipa a bordo de uma nave espacial,Icarus II, que tem como missão depositar uma maquina capaz de gerar uma estrela dentro do próprio sol, impedindo assim que este morra. A equipa é inicialmente constituída por oito membro de varias nacionalidades e especializados em diversas áreas. A missão parece simples o problema é quando decidem mudar a rota ligeiramente para tentar salvar a Icarus I, a primeira nave responsável pela missão que a Icarus II tem agora em mãos. A decisão depressa muda o rumo de todo o filme, quando descobrem que a nave foi sabotada e que não há maneira de continuar a missão da Icarus I, o que era o objectivo da equipa, pois assim tinham duas hipóteses de realizar bem a missão.

Rita Gomes:

Esta é a principal trama do filme, um bom argumento, que poderia significar um filme ainda melhor. O problema de Sunshine é o ritmo monótono que o filme toma, com interpretações que deixam muito a desejar, o filme vai passando, as personagens vão morrendo, mas o espectador nem se dá conta da magnitude do problema. Falta-lhe então alguma acção, falta-lhe a componente Humana e personagens menos passivos.

No entanto é um filme com espectaculares imagens do sol, com um bom retrato da mecânica e dinâmica de como trabalha uma nave espacial e a filosofia dos seus tripulantes. Tem também uma boa banda sonora e efeitos sonoros. O melhor do filme no entanto é mesmo o final que nos acorda daquela monotonia disfarçada de suspense. Realmente é uma pena a forma como o filme foi feito a nível de realização, quanto às interpretações não se hei-de atribuir culpas aos personagens se aos actores, sei que rezava pelos minutos finais e que no entanto gostei muito do final.

Sunshine é assim um filme que por certo vai cativar os fãs de ficção-cíentifica, mas que não tem a capacidade de entreter qualquer curioso e inexperiente nos filmes do género. Tenta ser um filme com componente filosófica, sobre a finalidade da vida, no que é preciso sacrificar em prol da humanidade, mas que não atribui qualquer importância a isso, pois os tripulantes são sacrificados muito rapidamente sem qualquer discussão ou tristeza.

Tiago Teixeira:

Mais que um mero desenrolar de acções passado no espaço, Sunshine levanta questões a nível psicológico e espiritual, não só sobre a reacção da humanidade ao ver-se diante do seu extermínio eminente, mas também sobre o efeito que uma viagem como estas teria sobre o ser humano. Cedo há discussões no grupo sobre o que fazer, como fazer, e quem há de o fazer. O problema mesmo são as interpretações que deixam muito a desejar, tirando momentos em que se vê o panico que elas sentem, diria que quem se destaca em termos de actores é Chris Evans que interpreta Mace e Cillian Murphy cuja personagem, Capa, é o protagonista.

O visual do filme é particular, misturando a escuridão do espaço com imagens com forte luminosidade em que aparece o Sol. O Sol neste caso quase que o podemos considerar como uma personagem, parte integrante do filme, pois tudo gira à volta dele, ele está quase a desfalecer, à medida que Icarus II aproxima-se da fonte da vida. eles vão enloquecendo, o medo do fracasso aliado ao medo da morte e à solidão deve mexer muito com uma pessoa, na prática está mal retratado devido à falta de inspiração dos actores que não souberam retratar o argumento que lhes foi dado. O trabalho de Boyle aqui é mais controverso pois uns podem elogiar a forma como foi filmado com tons escuros, vermelhos e amarelos torna o filme uma experiência visual diferente na linha de 2001 Odisseia no espaço, obviamente não atingido o nível estético deste último. Última nota para o final, sem revelá-lo quero destacar a cena, pois pessoalmente é um assombro, e como o final é a última coisa que vemos no filme temos a sensação que este é melhor do que realmente é, mas na realidade é um filme que se destaca da mediocridade, bom mas com alguns defeitos.

Resumidamente quem aprecia ficção-scientífica estará muito mais receptivo para gostar do filme enquanto que outros poderão ficar desiludidos como a película, este filme não funciona assim como entretenimento, é um filme que nos vai por a pensar nem que seja nas horas a que o filme termina!

Critica redigida, corrigida e elaborada por:

Tiago Dinis, Lagos;

Rita Gomes, Lagos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Hum...vaga ideia que não iria gostar do filme!

Rita R

Anônimo disse...

mt bem concluido. :D
ttd